Diferente

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Mas, espera, ninguém me falou que seria assim. Tá certo que também ninguém me disse que seria de outro jeito, mas, assim? Assim não. Sei lá, só esperava que fosse diferente. Diferente, ué, diferente. Mas não assim. Nem sei mais se dá para fazer de outro jeito. Talvez as coisas sejam assim mesmo. Talvez elas sempre tenham sido assim, eu é que achei que fossem diferentes. Achei, assim, da minha cabeça mesmo, que ninguém me falou nada. Ninguém nunca me fala nada. Ninguém nunca me fala nada desde aquela vez em que cheguei em casa e o cachorro tinha morrido. E ninguém tinha me dito nada. E eu com saudade do cachorro. Uma saudade que ainda tenho, porque morreu o cachorro e eu não matei a saudade. Também não matei o cachorro (pelo menos ninguém me disse nada sobre isso). Morreu, e foi só. Não sei por quê. Por que morreu, por que não falaram, por que as coisas seriam diferentes? Achava que fossem. Ninguém me disse que seria assim. Também ninguém me disse que seria diferente, isso é verdade. Tudo da minha cabeça, que ninguém me falou nada que seria assim. A mesmice de imaginar tudo tão diferente. A mesmice de imaginar sempre o mesmo e viver tudo tão diferente. Tudo é sempre tão diferente que eu já deveria estar acostumada.

Fonte:Volumetria

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Níveis.

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Hoje em dia é absolutamente impossível adivinhar o nível de instrução de uma pessoa com base no modo como ela fala ou se veste, ou no tipo de música que prefere. O mais seguro é tratar todas as pessoas que você encontra como se fossem intelectuais de renome.

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Realizações e habilidades.

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Ouço aquela voz de novo, e vejo as palavras na minha cara enquanto dou uma caminhada.
Isso me faz pensar sobre minha vida, minhas realizações inexistentes e minhas habilidades gerais de incompetência.

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Marilyn Manson – This is Halloween

Garotos e garotas de todas as idades
Vocês não gostariam de ver algo estranho?
Venham conosco e vocês verão…
Essa nossa cidade de Halloween!

Isso é o Halloween! Isso é o Halloween!
Abóboras gritam na calada da noite!
Isto é o Halloween! Todos fazem uma cena
Gostosuras ou travessuras até os vizinhos morrerem de medo!

Esta é nossa cidade, todos gritam
Nossa cidade do Halloween…

Sou aquele que se esconde debaixo da sua cama
Dentes afiados e brilhantes olhos vermelhos
Sou aquele que se esconde debaixo da sua escada
Dedos como cobras e aranhas no meu cabelo

Isto é o Halloween! Isto é o Halloween!
Halloween!
Halloween!
Halloween!
Halloween!

Nessa cidade, que chamamos de lar
Todos aclamam a canção da abóbora!

Nessa cidade, nós não a amamos agora?
Todos estão esperando pela próxima surpresa

Na esquina, cara,
Se escondendo numa lata de lixo
Algo está esperando para dar o bote e você vai
Gritar! Isto é o Halloween!
Vermelho e preto, verde viscoso
Você não está com medo? Bem, está bem!

Diga uma vez, diga duas vezes,
rrisque-se e jogue os dados
Passeie com a lua na calada da noite

Todos gritam, todos gritam
Na nossa cidade do Halloween!

Sou o palhaço com a cara rasgada
Aqui numa rapidez e sumo sem deixar rastro

Sou o “Quem” quando você pergunta
“Quem está aí?
Sou o vento soprando no seu cabelo
Sou a sombra na lua à noite
Enchendo seus sonhos até a borda com terror

Isto é o Halloween! Isto é o Halloween!
Halloween!
Halloween!
Halloween!
Halloween!
Halloween!
Halloween!

Tender Lumplings” em todo lugar
A vida não é divertida sem um bom susto!

Esse é nosso trabalho, não somos maus
Na nossa cidade do Halloween.
Nessa cidade
Nós não a amamos agora?
Todos estão esperando pela próxima surpresa

Jack Esqueleto pode te pegar por trás e
Fazer você gritar como um Bashee
Isto é o Halloween!
Todos gritam!
Por favor, abra caminho para um cara especial…

Nosso cara Jack é
Rei da Abóbora Remendada
Todos saudem o Rei da Abóbora, agora
Isto é o Halloween! Isto é o Halloween!
Halloween!
Halloween!
Halloween!
Halloween!

Nessa cidade, que chamamos de lar
Todos saudem a canção da abóbora!
Lalalalalalalalalalala….

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A outra

Maria Bolena  é a irmã mais nova de Ana Bolena, prometida desde os cinco anos para se casar com o filho de um mercado, dias após o seu casamento, fica sabendo pelo tio, que trabalha na alta corte do rei, que rainha havia perdido mais um filho homem, sendo assim o rei não teria nenhum filho para substituí-lo no trono, dessa forma o tio aproveita a situação e faz com que o rei fique hospedado na casa da família Bolena, o pai interessado nos luxos e fortunas que conseguiria se uma das filhas fosse à preferida do rei e lhe gerasse um herdeiro legitimo, trama junto com o tio um plano que vai muito longe e foge do controle nas mãos de Ana e Maria Bolena.
Fatos históricos estão presentes em todos os momentos no filme, apesar de ser um filme longo, ele prende a sua atenção de tal forma, que em diversos momentos você se contorce na poltrona de tanta ansiedade ao ver como as coisas na corte aconteciam e até que ponto uma pessoa perde todos os seus valores em busca de dinheiro e luxos.

Fonte: Cranik

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Querer.

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Já estamos aqui há uma hora.
Ele se levanta e entra no rio. A água sobe até os seus joelhos. Ele diz:
- Nossa vidas são isso. – ele agora está com essa história de que as coisas passam correndo pela gente. – To com 15 anos cara e… Olha só pra mim: não têm nada que eu queira fazer.
È inegável como a verdade pode ser brutal ás vezes. Só dá pra admirá-la.
Geralmente passamos a vida acreditando em nós mesmos. “Eu tô bem”, dizemos. “Tá tudo bem”. Mas ás vezes a verdade pega no pé e não tem santo que a faça desgrudar. È aí que percebemos que ás vezes ela nem chega a ser uma resposta, mas sim uma pergunta. Mesmo agora, estou aqui pensando até que ponto minha vida é convincente.
Eu me levanto e vou para perto dele no rio.
Ficamos os dois ali, com água até os joelhos, e a verdade acaba de arriar nossas calças.
O rio continua a correr.
- Sabe – diz ele mais tarde. Ainda estamos dentro da água. – Só tem uma coisa que eu quero.
- O que é?
Sua resposta é simples.
- Querer.

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Desejo e Reparação

Todo mundo tem em sua consciência um erro cometido do qual se arrepende muito e julga imperdoável. Bom, pelo menos eu tenho o meu. O de Brioni Tallis aconteceu no início da adolescência e teve proporções catastróficas nas vidas de pessoas que ela amava: sua irmã Cecilia e Robbie Turner, filho de uma de suas empregadas. Resumindo em poucas palavras, esta é a idéia central de Desejo e Reparação (Atonement, 2007), adaptação do romance escrito por Ian McEwan.

O filme conta a história de Briony Tallis, filha mais nova de uma família aristocrata britânica cujo hobby é escrever. Com uma imaginação fértil, Briony, aos 13 anos, acusa Robbie Turner, filho da governanta e pretendente amoroso de sua irmã Cecília, de um crime que ele não cometeu. A acusação destrói o recém-descoberto amor de Robbie e Cecilia e altera dramaticamente o curso da vida de todos.

O longa mostra a jornada de Briony, anos mais tarde, na tentativa de reparar o erro. Ao mesmo tempo acompanhamos as trajetórias de Robbie, lutando na França pela Segunda Guerra Mundial, e Briony, trabalhando como enfermeira na Inglaterra.
Mas a imaginação fértil de Briony não é responsável sozinha por toda a tragédia presente na produção. A sociedade de classes da Inglaterra dos anos 40 também tem sua parte de culpa. Por estar num patamar social inferior, a palavra de Robbie vale menos do que a de uma garotinha, e isso o roteiro de Christopher Hampton deixa muito claro.

O que cativa em Desejo e Reparação é o caráter incomum da temporalidade na história. O cerne da trama é o que se passa naquele primeiro dia de 1935. Tudo o mais são conseqüências esparsas daquele dia, de forma que só é dada ao espectador a noção de tempo pelos saltos de anos que são indicados pelas falas dos personagens e por acontecimentos como a Segunda Guerra Mundial – esta, aliás, retratada de forma chocante com as cenas dos hospitais.

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