Por exemplo, quando o seu namorado está se fazendo de idiota e você quer chutá-lo…mas o sorriso dele é tão lindo, e você o perdoa. Você sempre acaba se rendendo aos seus sentimentos.
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Sayonara Zetsubou Sensei
É comum vermos nos EUA animações que criticam de forma sarcástica o seu próprio modo de vida. Alguns exemplos notórios são Os Simpsons, Uma Família da Pesada (Family Guy) e King of The Hill. Sayonara Zetsubou Sensei é um anime que segue justamente esta tendência, com sátiras à sociedade moderna japonesa, porém não se limitando ao universo japonês, já que muito pode ser aplicado a diversas culturas.

O anime segue a trajetória do Professor Itoshiki Nozomu (cujos caracteres do nome em Kanji formam a palavra “desespero”), que logo no início da história se mostra desesperado com o rumo do mundo e tenta o suicídio (algo constante na vida do professor, que vê em tudo motivo para desespero e suicídio). Porém, o professor acaba sendo salvo por Kafuka (que logo depois veremos que seria uma de suas alunas), uma garota que, ao contrário de Itoshiki, só vê o lado bom das coisas, não captando a maldade e as dificuldades presentes no mundo.
A série, entretanto, não se limita a poucos personagens, muito pelo contrário! Cada um dos alunos (no caso, muito mais alunas do que alunos) tem alguma característica bastante peculiar, que inclusive revela alguns dos padrões da sociedade japonesa.Interessante notar também os diversos episódios que começam de uma maneira e acabam de com uma trama relativamente diferente da inicial, lembrando muito a dinâmica de alguns episódios de Simpsons e inclusive Seinfeld (a famosa sitcom americana sobre o nada). Esses episódios acabam retratando também algo lógico e simples: se a vida não segue um roteiro pré-determinado, então por que o anime deveria?
Fonte: AnimeHaus.
Recordação

- Vamos criar uma tonelada de recordações juntos!
- Eu realmente não gosto da palavra “recordação”.
- Porque não?
- Nenhuma razão. Em minha classe na escola primária, eu li uma história.
- Que história?
- Uma história chamada “De Que Cor Era o Vestido Daquela Menina”? Já ouviu falar disso?
- Não…
- Duas meninas, chamadas A e B estão recordando uma velha história juntas. Elas entram na conversa sobre um quadro pendurado na parede de um dos corredores das escadarias na escola primária delas. Um quadro de uma menina colhendo flores com um pôr-do-sol vermelho ao fundo. Menina A diz: “Oh! Que nostálgico. Você está falando sobre o quadro da menina com um lindo vestido amarelo, certo?”. Mas a menina B diz, “Não, o vestido que ela estava usando era vermelho, igualzinho ao pôr-do-sol!”. “Não, era vermelho!”. “Não, definitivamente era amarelo.”. “Certo, então por que nós não vamos ver pessoalmente?”. As duas, cheias de excitação, chegaram ao velho prédio da escola. “De que cor era o vestido daquela menina?”.
- De que cor era?
- Ele… Não tinha uma cor. Era apenas um quadro preto e branco. O vestido que a silhueta escura vestia foi desenhado completamente preto. Ainda nas recordações delas, ambas as meninas brigando tinham certeza que o vestido no quadro tinha uma cor. Viu? Recordações humanas são muito vagas. Pensando que tinha cor quando não tinha, tornando as coisas mais dramáticas do que elas realmente são, glorificando as coisas… Dando um significado novo, maior do que realmente há. È por isso que eu não acredito nessa conversa de “recordações bonitas”.
- Em que você acredita, então?
- Você.

