Posts tagged Matanças na Escola

Asa Coon

No dia 10/10/2007, o estudante Asa Coon de 14 anos entrou armado com duas armas de calibre 22 e 38, além de três facas e munições, na escola secundária SuccessTech Academy (Cleverland, Ohio) . Dois homens e dois adolescentes foram atingidos pelos disparo e uma outra adolescente se machucou enquanto fugia do atirador. Coon atirou em si mesmo depois dos disparos.
Após uma discussão em sala de aula sobre a existência de Deus, Coon foi suspenso.De acordo com o tio de Coon, Larry Looney, Coon estava chatado porque os professores não quizeram ouvir o que ele tinha a dizer sobre a discussão. Armado, ele retornou no início da tarde ao colégio e começou a disparar no terceiro andar, onde ficam as salas de aula.
De acordo com colegas e professores, Coon era alvo de intimidação de outros alunos por sua aparência, seu estilo e comportamento excêntricos. O Registro de Juizado de Menores mostra que Coon tinha antecedentes criminais e problemas de saúde mental desde 2005, quando ameaçou cometer suícidio.

* Na foto, podemos ver que ele está usando uma camiseta do Marilyn Manson. Entretando, não houve tanto alarde sobre isso quanto o Caso Columbine.

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“Alguns vão perguntar se nós acreditamos que todos que ouvem Manson amanhã á noite vão sair e cometer atos violentos. A resposta é não. Mas todo mundo que vê um Lexus vai comprar um? Não! Mas alguns compram!”

Eu definitivamente consigo ver porque me escolheram, é fácil jogar meu rosto na TV, porque eu, no final, sou um “garoto propaganda” do medo. Porque eu represento o que todos tem medo, porque eu faço e digo o que eu quero.

“Se Marilyn Manson pode entrar em nossa cidade e promover ódio, violência, suicídio, morte, abuso de drogas, comportamentos como de Columbine, eu digo: sem uma briga, você não pode!”

Os dois produtos principais dessa tragédia toda foram diversão violenta e o controle de armas. E essas são as duas coisas que vamos falar nas eleições que estão por vir. E nós esquecemos sobre a influência do dinheiro, esquecemos que o presidente estava atirando bombas no mar. Então, eu sou um cara mal porque eu canto umas músicas de Rock’n'roll. Mas quem é o grande influenciador? O Presidente ou Marilyn Manson? Eu gostaria de me escolher, mas vou ficar com o Presidente. (…) Pois ninguém disse “Oh, talvez o presidente tenha dado alguma influencia para este comportamento violento”, porque este não é o modo como a mídia quer mostrar.

“Se você pudesse falar diretamente com os garotos de Columbine e as pessoas da comunidade, o que você diria se eles pudessem te ouvir agora?”

Eu não diria uma única palavra para eles, eu ouviria o que eles têm a dizer, que foi o que ninguém fez.

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Barry Dale Loukaitis

loukaitis

Barry Loukaitis com 14 anos, matou em 1996 um professor e dois alunos com uma espingarda, depois de ter feito a classe toda em refém, em Moses Lake, Washington.
Tal como outras pessoas (Kinkel, Golden & Johnston, etc) ele era um perdedor patético que tinham mais do que alguns problemas – a maioria das quais resulta de seus pais.
Jo-Ann Phillips (sua mãe) disse aos jurados em seu julgamento que ela tinha tratado o filho como um confidente, dizendo-lhe tudo, incluindo seus planos para matar na frente de seu ex-marido sua nova namorada no Dia dos Namorados, 1996.
Aparentemente Barry convenceu-a do contrário. Uma pena que ele não poderia seguir o seu próprio conselho.
Por alguma razão Loukaitis sentiu a necessidade de tomar vingança sobre certos colegas que devem ter chateado ele. Ele planejou o tiroteios com cuidado, começando a partir de idéias do livro “Rage”, escrito por Stephen King, e o filme “Natural Born Killers”. Aparentemente, o livro é sobre um estudante colegial que tem uma arma para a escola e fatalmente mata dois professores. Interessante.

Em 24 de setembro de 1997, Barry, com 16, foi considerado culpado de todas as acusações e condenado duas vezes à prisão perpétua.

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Caso Columbine – Por Marilyn Manson.

gh1078

É triste pensar que as primeiras pessoas que pisaram a terra, não tinham livros, filmes, jogos nem música onde se inspirarem para cometerem assassinatos a sangue frio. No dia em que Cain esmagou os miolos de seu irmão Abel, a única motivação que ele precisou foi a sua própria disposição humana para a violência. Interpretamos a Bíblia como literatura ou como a palavra final daquilo que Deus supostamente deu, o Cristianismo deu-nos uma imagem de morte e sexualidade, em volta da qual temos baseado praticamente toda a nossa cultura. Um homem morto meio nu, permanece nas paredes de quase todos os lares e em volta dos nossos pescoços, e nós temos encarado isso como a essencial garantia para as nossas vidas. Será isso um símbolo de esperança ou de desespero? O mais famoso assassínio/suicídio do mundo foi também o nascimento do ícone da morte. Infelizmente, por toda a sua moralidade inspirada, nunca nos Evangelhos a inteligência é rogada como uma virtude. Muitas pessoas esquecem, ou nunca se perceberam, que eu comecei a minha banda como crítica a estes mesmos temas de hipocrisia e desesperança. O nome Marilyn Manson elegeu o triste fato de que a América coloca os assassinos na capa da revista Time, dando-lhes tanta notoriedade como as nossas estrelas de cinema favoritas. Desde Jesse James a Charles Manson, os media, desde o seu principio, têm tornado os criminosos em heróis folclóricos. Recentemente foram criados mais dois, no momento em que colocaram as fotografias daqueles dois montes de merda; Dylan Klebold e Eric Harris nas capas de todos os jornais. Não é de se admirar que todos os moleques que se sintam pressionados e discriminados ganhem dois novos ídolos. Aplaudimos a criação de uma bomba cujo único objetivo é destruir toda a humanidade, e crescemos vendo os miolos dos nossos presidentes espalhados por todo o Texas. Os tempos não se tornaram mais violentos. Apenas se tornaram mais televisivos. Alguém acredita que a Guerra Civil foi minimamente civil? Se a televisão existisse na altura, de certeza que teria lá estado para cobrir o acontecimento, ou até mesmo participar nela, como na violenta perseguição automóvel ao carro da Princesa Diane.  Abutres desgostosos à procura de corpos explodindo, fornicando, filmando e servindo-o como um banquete ao nosso apetite numa voraz manifestação de desmedida estupidez humana. Quando chega a interrogação de quem foi a culpa dos assassinatos do liceu em Littleton – Colorado, atirem uma pedra ao ar e acertarão num culpado. Nós somos as pessoas que se refastelam e toleram crianças possuindo armas, somos as pessoas que sintonizam e observam as detalhadas noticias em-cima-da-hora, daquilo que fazem com essas armas. Acho terrível quando alguém morre, especialmente se for alguém que conhecemos e amamos. Mas o que é mais ofensivo quando estas tragédias acontecem, é que a maior parte das pessoas não se importam mais com isso do que se importam com ver o final da série Friends, ou The Real World. Emudeci ao ver os media-sanguessugas, em cima do assunto, não perdendo uma única lágrima ao entrevistar os pais das crianças mortas, televisionando os funerais. Depois veio a caça às bruxas. O maior medo do homem é o caos. Era impensável que estes moleques não eram possuidores de uma simples causa preto no branco para justificar os seus atos. Assim, foi preciso um bode expiatório. Lembro-me de ouvir as primeiras alusões vindas de Littleton, que Harris e Klebold usavam maquilhagem e vestiam como Marilyn Manson, quem obviamente deviam adorar já que estavam vestidos de preto. Claro, especulações desceram como bolas de neve, fazendo de mim o rapaz do cartaz apresentando tudo o que é mau no mundo. Estes dois idiotas não estavam usando maquilhagem, e não estavam vestidos como eu nem como góticos. Já que a América Média nunca tinha ouvido falar da música que eles realmente ouviam (Rammstein, KMFDM, entre outros), escolheram outro mais conhecido que acharam semelhante. Jornalistas responsáveis reportaram com menos publicidade que Harris e Klebold não eram fãs de Marilyn Manson, que eles até de fato não gostavam sequer da minha música. Mesmo que fossem fãs, isto não lhes dá desculpa nem significa que a música seja a culpada. Procuramos  pela motivação do James Huberty quando disparou sobre várias pessoas no McDonald’s? O que Timothy McVeigh gostava de ver? E David Korsh, Jim Jones? Pensam que foi o entretenimento que inspirou Kipland Kinkel, ou deveremos culpar o fato de o seu pai comprou-lhe as armas que ele usou nos assassinatos em Springfield? O que motiva Bill Clinton a rebentar com pessoas no Kosovo? Foi alguma coisa que a Monica Lewinsky lhe terá dito? Não será matar apenas matar, não obstante de ser no Vietname ou no Arkansas? Porque justificarmos um, por parecer que é pelas razões corretas? Deverá alguma vez existir a correta justificação? Se um moleque tem idade suficiente para conduzir um carro ou comprar uma arma, não terá ele idade suficiente para ser levado à responsabilidade por aquilo que fez com o seu carro ou com a sua arma? Ou se for um adolescente, deve ser alguém culpado por ele não ser esclarecido e inteligente como um adulto? A América adora encontrar um ícone para pendurar os seus pecados. Admiti e assumi o papel do Anticristo; eu sou a voz da individualidade dos anos noventa, e as pessoas tendem a associar todos aqueles que se afiguram e se comportam diferentemente com atividades ilegais e imorais. No fundo, a maior parte dos adultos odeiam os que caminham contra a engrenagem. È irônico o fato de as pessoas serem ingênuas o suficiente para terem esquecido o Elvis, o Jim Morrison e o Ozzy tão depressa. Todos eles foram sujeitos aos mesmos velhos argumentos, pesquisas e preconceitos. Escrevi uma canção chamada “Lunchbox“, e alguns jornalistas interpretaram-na como uma canção acerca de armas. Ironicamente, a canção é sobre ser chateado e da minha lancheira dos Kiss, que eu usava como arma para me defender no recreio. Em 1979, as lancheiras de metal foram banidas por serem consideradas armas perigosas nas mãos de delinquentes. Também escrevi uma canção chamada “Get Your Gunn“. O titulo é escrito com dois “n’s”, porque a canção foi uma reação ao assassinato do Dr. David Gunn, que foi morto na Florida por ativistas pró-vida, na altura em que vivi lá. Isto foi a maior das hipocrisias que assisti enquanto cresci: estas pessoas mataram outra pessoa em nome do conceito “pró-vida”. Há de certa maneira positivas mensagens destas canções, são usualmente as que os sensacionalistas interpretam de forma errada como promoções às coisas que eu decremento. Neste momento toda a gente está  pensando em como podem evitar que aconteçam coisas como o massacre de Littleton. Como se previne a SIDA, as guerras, depressões, desastres de automóveis? Vivemos num país livre, mas em união á liberdade, mas esta é um fardo de responsabilidade pessoal. Ao invés de ensinar às crianças o que é moral e imoral ou o que é certo e errado, primeiro que tudo devemos estabelecer quais são as leis que nos governam. Pode-se sempre escapar ao inferno: não acreditando nele, mas não se pode escapar à morte nem à prisão. Não é nenhum espanto que os moleques estejam a crescer mais cínicos;  eles estão num mundo de informação à sua frente. Eles podem ver que estão  vivendo num mundo que é feito de brigas. No passado havia sempre a ideia que se podia virar a cara, fugir e começar uma coisa melhor. Mas agora a América tornou-se num gigantesco centro comercial, e devido à Internet e a toda a tecnologia que rege este mundo, não há lugar para onde fugir. As pessoas são as mesmas em toda a parte. Por vezes a música, livros e filmes são as únicas coisas que nos fazem sentir que há alguém que sente o mesmo que nós. Eu sempre tentei fazer as pessoas perceberem que está bem, ou melhor, se não encaixam no programa. Usem a imaginação – se um lerdo de Ohio¹ consegue ser alguma coisa, porque não conseguirão todos os outros com força de vontade e criatividade? Eu escolhi não saltar no meio da ostentação exagerada da  media e defender a mim próprio, apesar de todos os programas de televisão terem me suplicado para não fazê-lo. Não quero contribuir para estes jornalistas e oportunistas à procura de fama e à procura de encher as suas igrejas ou de serem eleitos devido aos seus próprios planos daquilo que é certo ou não e dos seus bodes expiatórios. Querem culpar o entretenimento? Não será a religião o principal entretenimento? Toda a gente concorda que não há nada mais recreativo que o Clinton a disparar suas bombas numa verdadeira forma política. E as noticias – isso é óbvio. Então, é o entretimento o culpado? Gostava que os comentadores se interrogassem, já que as coberturas do acontecimento foi um dos mais agressivos entretimentos que já temos visto. Penso que a National Rifle Association é demasiado poderosa demais para acatar com a culpa, por isso muitas pessoas culpam ainda Doom, The Basketball Diaries ou este vosso querido. Este tipo de controvérsia não me ajuda a vender discos ou bilhetes, e eu não iria querer. Sou um artista controverso, atrevo-me a ter uma opinião e a criar música e vídeos que desafiam as ideias das pessoas num mundo seco e esquisito. No meu trabalho, examino a América em que vivemos, e tenho sempre tentado mostrar às pessoas que o diabo que culpamos pelas nossas atrocidades é realmente cada um de nós. Por isso não esperem que o fim do mundo chegue um dia assim fora do contexto. Está aconteçendo todos os dias desde à muito tempo.

¹ Marilyn Manson nasceu em Ohio.

- Marilyn Manson (28 de Maio de 1999).

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Stephen Kaszmierczak

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No dia 14 de Fevereiro de 2008, Stephen Kaszmierczak, de 27 anos, foi ao campus DeKalb (Universidade do Norte de Illinois, EUA) carregando quatro armas. Elas estavam escondidas em uma caixa de violão, e o casaco do atirador encobria o cinto de munição.
Kazmierczak entrou no auditório onde mais de cem pessoas assistiam a uma aula de introdução à Oceanografia e disparou calado contra a multidão. Vinte e uma pessoas foram atingidas. Cinco morreram, e seis ficaram gravemente feridas. Quando os primeiros policiais entraram no auditório, menos de um minuto após uma ligação para o número de emergências, o atirador já tinha se suicidado.

Estudante dedicado e sem histórico de problemas no campus, ele fazia tratamento psiquiátrico e teria deixado de tomar “algum tipo de remédio” recentemente, segundo a polícia.
“Ele era um estudante excepcional, era um estudante premiado”, disse Donald Grady, chefe da polícia da universidade, que fica perto de Chicago. “Ele era admirado pelos professores, por funcionários e estudantes. Não tínhamos nenhuma indicação de que esse poderia ser o tipo de pessoa que pudesse realizar ações como essas.”

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