O inquietante e magnífico filme “Changeling” (A troca), dirigido por Clint Eastwood, foi baseado num pavoroso fato real ocorrido na primeira década de 1920. Uma truculenta história do seqüestro e assassinato de 20 meninos, que expôs ao grande público a corrupção no Departamento de Polícia de Los Angeles e recebeu a atenção de toda a imprensa norte-americana da época. Entre os meninos desaparecidos encontrava-se Walter Collins
“O que aconteceu com Walter Collins, 10 anos de idade em Los angeles, rapaz que foi raptado a 5 meses atrás? Ele está morto, torturado, talvez vingança de conhecidos de seu pais para pagar os erros sombrios de da penitenciária Folso? Ou ele está vivo, e seguro por trás da máscara impenetrável por ser um ator talentoso? Este estranho enigma, que confronta as autoridades de LA, constitui um dos mais envolventes e enlouquecedores casos juvenis em registro. O drama é feito por uma criança – inegavelmente forte e talentosa, e da parcela que existe de fundo colorida por uma assassinato na fazenda, onde pelo menos 4 rapazes tiveram morte latente, nas mãos de um misterioso bando de raptores.
Walter Collins, feliz rapaz de 10 anos, desapareceu a 5 meses atrás. Até agora, como sua mãe, Sra Christine Collins sabia, ele estava brincando perto de sua casa. Já estava muito escuro, ele não retornava e ela resolveu chamar a polícia. A notícia foi declarada a nível nacional, mas não havia nenhuma pista do paradeiro de Walter. Finalmente foi dado como perdido, e possivelmente como morto. Depois, há algumas semanas atrás, um rapaz apareceu em LA e disse ser Walter Collins. Ele foi trazido por policiais que aqui contam sua história:
Walter tinha sido entregue a eles pela polícia de Illinois. A foto do filho desaparecido havia rodado o país e os policiais haviam reconhecido “Walter”. Era um caso estranho, num primeiro momento o rapaz negou sua identidade, mas depois de um longo interrogatório disse que era sim Walter Collins e que estava ansioso para voltar para sua mãe em LA.
Mas ,para Sra Collins seu momento de alegria no seu reaparecimento foi tomada de apreensão. “Sim” – ela disse, “Ele parece com Walter, e atua como meu filho mas eu não estou certa disso. Ele sempre me chamava de mãe, este me chama de “ma” (sotaque típico da região rural americana – nota). Espero que seja o meu filho, mas não posso crê-lo.” Em seguida os peritos levantaram as sobrancelhas em surpresa, pois é uma coisa muito rara a mãe não reconhecer o próprio filho. Para a polícia não havia dúvida da identidade, e eles basearam-se em provas aparentemente convincentes.
Quando foi levado de volta para LA era óbvio que sua memória havia sido afetada, passando cinco meses nas mãos de sequestradores. Eles então fizeram uma série de testes para provar que o menino era realmente Walter Collins.
Primeiro ele foi obrigado a seguir um homem e achar o local que costumava viver. Para satisfação das autoridades ele achou o caminho, mesmo sendo imputado a pegar outras rotas. Em seguida “Walter” foi levado para casa de vários amigos, ele notou que uma ex-amiga havia mudado a mobilia e notou outras mudanças. Mas deixou de reconhecer o nome de vários amigos e sua memória falhou completamente. Os peritos, porém, foram convencidos. “Ele é seu filho Sra Collins “, disseram. Evidentemente os sequestradores pediram para ele esquecer tudo da sua vida antes do sequestro, ameaçando-o fisicamente se ele não fizesse isso. Sob tais circunstâncias, é completamente possível que uma criança tenha esquecido ligações óbvias de memória, mas temos certeza que ele é Walter Collins.
Sra Collins ainda não havia sido convencida e um novo teste foi concebido. O amigo mais próximo de Walter era Tiny um cão spaniel preto. Todos poderiam errar mas o cão reconheceria seu camarada de 6 meses antes. Então todos concordaram que Tiny deveria decidir.
Mais uma vez a opinião dos peritos foi feito juistiça. Só foi Tiny ver Walter que ele se apressou para ele, lambendo suas mãos que evidenciou muito sinal de afeto. “Isso comprova”, disse os especialistas, e desta vez Sra Collins foi obrigada a concordar.
“Sim”, ela disse, “Eu suponho que sim, suponho que ele é Walter, depois de tudo. Mas não posso livar de mim um medo oculto que este garoto não é o meu filho”. Ela foi informada pelos psicólogos para tomar medidas para livrar-se dessas somras suspeitas e providenciar para que Walter vá para um acampamento, começar vida nova e se livrar do passado caótico.
Por uma semana tudo foi considerado satisfatoriamente resolvido. Os psicólogos passaram muitas notas, estudando o estranho caso. Walter era relutante em falar sobre o sequestro. Ele forneceu apenas escassos detalhes. Ele estava brincando, quando um homem se aproximou e disse que sua mão pediu para comprarem roupas novas. Então ele foi sozinho com o estranho. Em seguida contou estórias fragmentadas sobre o país, como os sequestradores queriam qeu ele roubasse e, então o abandonou. Ele foi, então, trabalhar numa fazenda, quando as autoridades o encontrou. Sua história porém foi muito vaga sobre pontos importantes.
Os peritos tiveram pouca dificuldade em encontrar motivo para o sequestro. O pai de Walter está na Penitenciária folsom, onde cumpre longa pena. Vários homens, que convivem na cadeia com o pai, foram soltos, e dois em particular foram recém libertados. As autoridades supõem que os sequestradores agiram num acerto de contas.
Porém, outro dia, de repente, vieram novas revelações. A polícia descobriu vestígios de uma assassino numa fazenda de galinhas, numa outra parte da Califórnia. Eles foram procurando uma mulher e seu filho, acreditando estarem implicados no assassinato de 4 meninos. Pegaram um menino de nome “Clark”, que foi detido na quinta, depois de fugir.
Poderia Clark, identificar qualquer uma das vítimas do massacre na fazenda de galinhas? Ele poderia. E disse de dois rapazes. Um deles era Walter Collins. “Mas”, observava a polícia, “Walter Collins já voltou para casa. Ele já está com sua mãe e disse tudo osbre o seu rapto. Certamente Walter não poderia estar entre as vítimas da fazenda.”
Porém, o jovem Clark estva irredutível, então um novo chek-up foi iniciado, e foi então que a polícia, os psicologos, e até mesmo Tiny, tiveram o choque da sua vida. O retornado Walter foi interrogado e finalmente ele falou: “Não, não sou Walter Collins, eu só estava brincando que era.”
As autoridades ficaram assombradas, quase não acreditavam. Mas, opôs, os psicologos, este menino deve ser Walter, ele caminhou com um homem até sua casa, reconheceu móveis dos amigos, passou por todos nossos intricados testes e até o cão? “Isso pode ser, respondeu a centrada Collins, mas eu sempre senti que essa criança não era meu filho, e acreditampos na sua confissão. Ele não é o meu Walter.”
Para os peritos o caso era mistificado. Finalmente eles foram levados a desistir do desnorteamento. Quem e onde está Walter Collins, ninguém parece capaz de responder. O menino da fazenda illinois disse que era Walter Collins e provou, agora diz que não é mais e que sua história é tão verdadeira que as autoridades são obrigadas a reconhecer. Ele não sabe sequer o seu próprio nome, e disse que estava cansado de trabalhar na fazenda.
Entretanto o garoto Clark, disse que Walter foi vítima de um brutal assassinato na fazenda, e a polícia está fazendo esforço para identificar os restos mortais encontrados. O que se tem certeza que as autoridades aceitram o reconhecimento de Tiny em detrimento da mãe, e os psicologos após testarem todos os testes científicos conhecidos, finalmente invocou o velho teste de saber se o cão iria reconhecer o rapaz opu não. Houve, certamente, boa base para fazer o teste do cão. A capacidade do cão reconhecer seu dono é conhecida a milhares de anos. Ao relacionar a historia de Ulisses, ao voltar para casa disfarçado de mendigo e ser acolhido pelo seu cão que lhe lambeu a mão e pulou em cima dele pela alegria de seu retorno.
Tem havido muitos casos nos tribunais dos EUA, por ter havido conflito pela propriedade de cães, e ter sido decidido deixar que cada um dos requerentes chamar os animais envolvidose declarar que o prorietário é aquele que o cão responder com mais entusiasmo. Então o povo de LA estva bastante contente em saber que Walter havia voltado.
O que realmente aconteceu com Walter Collins, possivelmente nunca será conhecido, mas as autoridades concordam que seu estrnaho caso tem contribuido muito para os anais dos conhecimentos psicológicos. Adimitem que o raciocínio empírico, deve ser aplicado na área da psicologia: deduções devem ser baseadas em experiências passadas.
Por exemplo, dizem, a solução lógica para o caso parecia residir no fato que o rapaz regressou, quem assumiu ser o falso Walter, tinha fechado corredores de memória, como dizemos na profissão. Quando o rapaz voltou para sua “casa” ele encontrou sua “mãe” agindo estranhamente em direção dele. Evidentemente, isso é explicado agora, mas sua opção fria no recebimento do “filho”, só aumentou a nebulosidade que envolvera seu cérebro. Acreditávamos que sua condição foi realmente intensificada pelas circustâncias de seu retorno e que estavam prontos para aceitar muitas discrepâncias na sua história. Esperávamos como resultado natural, sua fria recepção no regresso.”
Assim o mistério do menino têm nebulado LA, parecendo para os peritos o mais desconcertante enigma que enfrentaram durante anos. Ele lhes havia convencido que era uma pessoa, agora convence que é outra. O que vêm depois? Certamente a polícia não pode responder a esta pergunta. Eles só temem que “Walter” voltará a mudar sua história, e eles estão com medo que ele será capaz de convênce-los que é uma terceira pessoa! E isso seria uma enorme bagunça, todo mundo concorda.”
Não se sabe ao certo o ano da morte de Christine Collins. Há muita divergência nos sites consultados, a última notícia publicada sobre ela data da década de 40, quando ela processou o delegado da época do sequestro, exigindo indenização de 10.800 dólares.
Não existe notícia ou fato sobre o reverendo, interpretado no filme por Jhon Malkovich.
Reparem, também, que em nenhum momento é citado no jornal o “Código 12″, lugar onde a Sra Collins ficou internada por vários diascontra sua vontade no pavilhão psiquiátrico do Hospital Geral do Condado, sob a alegação de que estava negando o próprio filho e que este era um indicativo de insanidade.
O Código 12 é um lugar em que todos aqueles que se opunham ao departamento de policia e precisavam ser retirados de circulação, mas não tinham algo plausível para serem detidos, eram colocados no Código 12.