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honestidade

O fato de precisarmos portar um molho de chaves para entrar e sair de nossas residências já revela perfeitamente bem o que pensamos uns dos outros, e deveria reduzir a possibilidade de sermos honestos a uma piada; mas relutamos em admitir algo tão visceral. Claro que nem todos são embusteiros crônicos esperando a primeira oportunidade para nos apunhalar — embora raramente estejam muito longe disso —, mas o fato é que todos mentem porque a honestidade — sempre dizer só a verdade sem levar nossos interesses em consideração — é um erro estratégico crasso, uma ingenuidade intangível inspirada em idealismos insípidos. Ser honesto é uma abordagem que simplesmente não funciona, pois precisamos nos proteger das intenções uns dos outros; nesse sentido, as virtudes que cultivamos na verdade não correspondem ao que nos move; pelo contrário, são em grande parte um modo de desorientar tolos. Viver envolve competir, e competir envolve jogar sujo; disso surge a necessidade de mentir, ao menos para proteger-se; para além disso, ser honesto nunca é mais que uma esmola. Percebamos, então, que as pessoas não são difíceis de entender; o fato é que elas não querem ser entendidas, pois ser entendido envolve revelar segredos, coisa que as deixaria vulneráveis. Assim, no processo de ocultar tais informações sensíveis, nascem inúmeras informações falsas, que são indistinguíveis das verdadeiras, e essa confusão muito intencional de versões é o que torna as pessoas aparentemente incompreensíveis. Disso nasceu o mito de que há algo de esfíngico nas pessoas, quando não há. Entender as pessoas é fácil; difícil é fazê-las dizer a verdade. Na melhor hipótese, gostaríamos de poder ser honestos, mas não podemos — pela mesma razão que não podemos revelar a senha de nossas contas bancárias.

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Sorrir

O problema de achar graça em tudo é que você fica rindo sozinha boa parte do tempo, mesmo enquanto está fazendo coisas que não têm absolutamente nada a ver com o motivo de você estar rindo. Aí as pessoas vêem que você está sorrindo e sorriem de volta, achando que você está sorrindo para elas. Na hora em que você se toca disso, de susto, você fica sério de repente, e elas páram de sorrir. Então você se constrange por ter abortado o sorriso alheio e volta a sorrir, meio amarelo mesmo, só para tentar recuperá-lo. A outra pessoa então se sente confortável novamente e retribui o sorriso. Aí você sai rindo daquela situação estúpida. Encontra uma outra pessoa que, ao vê-lo sorrindo, sorri de volta. E todos comentam, nossa, que pessoa megasimpática, quando na verdade você sofre de um distúrbio de riso compulsivo e de uma imaginação incontrolável.

Fonte: Volumetria

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Operação Pandemia

Retirei isso de um fórum.

Alguns trechos que achei deveras importante sobre o vídeo:

Segunda a Organização Mundial da Saúde, nenhuma das 2.000.000 pessoas previstas para morrerem gripe aviária nos EUA de fato morreram.

Ao invés de 7.4 milhões de pessoas terem morrido de 2003 á 2006 da gripe aviária, houveram 271 mortos, o que estabelece cerca de 39 mortes por ano.Parece muito, mas a gripe comum mata 500.000 pessoas por ano no mundo.

Segundo o Conselho Nacional de Segurança uma pessoa tem mais possibilidades de morrer eletrificado por um raio que pela gripe aviária.

Mas isso já não importa hoje, pois todas as sociedades estão padecendo do impacto paranóico e abusivo da nova epidemia da moda: a gripe suína.

Segunda a Organização Mundial da Saúde até o dia 30 de junho de 2009 a H1N1 matou 382 pessoas. Porém, atualmente morrem no mundo 2 milhões (2.000.000) de pessoas por causa da malária; morrem 2 milhões de crianças por causa de diarréia, morrem a cada ano 10 milhões(10.000.000) de pessoas por causa de enfermidades curáveis, como sarampo ou pneumonia. Nenhuma dessas mortes são títulos de jornais.

Algumas médias.

» Em média, no Brasil, 1455 pessoas se infectam com AIDS por mês. Mas AIDS já não vende mais notícia.
» Em 2008, (dados parciais até out/2008) tivemos 5.124 casos de Hepatite B – HBV.
» Em 2007 o HBV teve 11.560 casos com 467 óbitos, taxa de mortalidade de 0,0403. O dobro do H1N1.
» 35.146 pessoas morreram no trânsito brasileiro.
» AIDS mata 31 vezes mais do que o influenza A. A taxa de mortalidade da AIDS é de 0,9 por 100.000 habitantes, o do H1N1 está em 0,029.
» 493.949 casos de dengue de janeiro a junho de 2007, com 93 mortes.
»500 mil mulheres morrem todo ano durante gravidez ou parto.

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