The Killing x Forbrydelsen [Episódios 1,2 e 3 da 1º temporada

bcf6b050acf759d609fb3633075d1f06[esse post contém ~spoilers~ de ambas as séries]

Após ficar apaixonada pela série americana The Killing e assistir todas as temporadas, decidi começar a assistir a séria na qual ela foi baseada, a dinamarquesa Forbrydelsen. Essas são as minhas impressões de comparações entre os 3 primeiros episódios da 1º temporada:

O que mais me chamou a atenção, no primeiro episódio, foi o figurino de Lund, que é idêntico ao de Linden – essencialmente as blusas de lã. O segundo fato que me chamou a atenção foi a re-criação completa do personagem Holder, que na versão original é Jan Meyer, é uma pessoa completamente diferente – casado, sério, nem de longe engraçado como Holder e, o que mais me chamou a atenção, é que ele aparece em apenas 19 do total de 40 episódios da série – diferentemente de Holder, que aparece em todos os episódios de The Killing junto de Linden. Suponho, então, que eles não terão o mesmo envolvimento que na série americana (e, falando sério, nem combinaria). Além disso, ele é extremamente sério e focado (embora faça as mesmas cagadas de Holder, como prometer ao pai de Rosie que encontrará o assassino) e, no início, aparece mais interessado no caso de Rosie do que Linden. Na versão americana, Holder logo descarta o caso como sendo o de uma prostituta – na versão dinamarquesa, é Lund quem quer descartar o caso, e Meyer que insiste de irem conversar com o pai de Rosie.

Outro personagem que desaparece na versão dinamarquesa é a assistente social Regi – nessa versão original, Lund tem uma mãe, que faz praticamente o papel de Regi: sempre que precisa deixar seu filho com alguém, é com sua mãe; assim que está de mudança para a Suíça e fica sem casa, ao invés de ficar num motel (como na versão americana) ela fica na sua mãe. Acredito que isso vai mudar completamente toda aquela história de Liden se conectar com o caso Rosie Larsen e do menino Adrian por ambos terem sido abandonados no escuro, como ela foi por sua mãe quando criança. Ainda, se as tramas se seguirem, isso mudará completamente a visão dela sobre as adolescentes prostitutas e toda aquela história de viver em lares adotivos.

bcf6b050acf759d609fb3633075d1f06Quanto aos personagens secundários, não consegui gostar muito do político Troels Hartmann (Darren Richmond na versão americana). Não sei se é porque já vi tudo isso, mas me apareceu muito tedioso. O que mudou muito ao meu ver foi o seu assessor (e que, na versão americana é o assassino) – muito mais velho que Eric Ladin (que interpretou Jamie), logo no início já achei que deu pra perceber que ele era o culpado – a cena dele com o futuro prefeito abre com um comentário sobre seus sapatos novos, e o assessor dá uma desculpa esfarrapada por ter comprados novos. Não sei se na versão dinamarquesa ele é o assassino, mas se não for, já é o meu primeiro suspeito. Além disso, outros aspectos que me chocaram um pouco foram o caso Rosie Larson – aqui, ela fui brutalmente abusada sexualmente, diferentemente na versão americana, onde ela foi assassinada por Jamie e Terrie ‘apenas’ por ter ouvido as intrigas de Jamie, o prefeito e a dona do Cassino – isso faz com que eu pense que, na versão original, o assassino não é Jamie.  Sei que, ao que tudo indica, tudo na série muda a partir do episódio 9. Veremos!

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Coração

Eu ouço.

Eu imagino.

As minhas pernas se curvando.

Minhas calças se arrastando na terra.

Ajoelhada lá, com os joelhos ralados e com o coração na boca.

O coração cai no chão perto de mim, duro, e ….

Bate. Bate.

Bate.

Ele se recusa a morrer ou esfriar, sempre voltando pro meu corpo. Só que uma noite, com certeza, ele vai acabar sucumbindo.

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A manhã seguinte

Não me sinto bem. Me pergunto como é a cara dela, o nome. Me pergunto por quanto tempo eles saíram. Bastante, eu acho. Me vejo pálida, toda desgrenhada no espelho.

Bem, seja lá quem você for, estou aqui agora. Você pode ser o passado dele, mas eu sou o futuro.

Sorrio para mim. Meu reflexo me responde com uma careta.

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Sexo

ew

Pra mim, sexo deveria ser como matemática. Tipo assim:
Na escola.
Ninguém liga de um ser um zero à esquerda em matemática.Chegam até a espalhar isso pra todo mundo. Saem dizendo: “Pois é, eu não esquento com ciências nem com inglês, mas sou um merda em matemática.” E os outros riem e dizem: “Pois é, eu também. Não faço a menor idéia do que seja esse lance de logaritmo.”
Seria bom se a gente pudesse dizer a mesma coisa sobre sexo.
Seria bacana se pudéssemos dizer com orgulho: “Pois é, não faço a menos idéia do que seja esse lance de orgasmo. Sou bom em quase tudo, mas, quando chega nessa parte, eu bóio completamente.”
Só que ninguém abre a boca pra dizer isso.
Não dá.

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Você está

Em todo lugar que eu não vou
Em toda noite que não durmo
Em todo plano que não concluo
Com todo mundo que não conheço
Em toda ligação que não atendo
Em cada mensagem que não envio
Em cada cama que não me deito
Em cada sobremesa que não como
Em todo tempo que não faço
Em toda hora que não estou calmo
Em toda sala sem barulho
Em todo abraço que não recebo
Em toda vez que eu desisto
Em todas as roupas que eu compro
Em todas alternativas que não escrevo.

[O incrível blog de PC Siqueira]

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– Why this cruelty? You know I love him.

– Well, perhaps you should stop.

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Você se cansa.

Um belo dia você acorda com uma dor no pescoço. Uma dor nas costas. Seus olhos ardem. Seus músculos ardem. Você tem dificuldades para se lembrar das coisas, você tem dificuldades para acordar. Você tem dificuldades para dormir, para engordar, ou emagrecer, dificuldades em chegar de um ponto ao outro, dificuldades em chegar ao ponto, você perde o ponto, perde tempo. ganha rugas.
Os dias passam, você respira fumaça, bebe água contaminada. Queima a pele do seu rosto pelos raios catódicos do monitor, acende um cigarro, se pergunta até que idade você vai sobreviver.
Pensa em se mudar para o interior. Pensa em parar de fumar. Pensa em comprar roupas novas. Pensa em matar alguém.
Um belo dia você acorda e se dá conta que está cansado.
Você se cansa da cidade, dos carros, das luzes. Você se cansa do lixo, das pessoas, do barulho. Se cansa de não saber para onde ir, se cansa de não ter para onde ir e precisar ir para algum lugar.
Você se cansa de não ter razão, de não ter caminhos, de não ter opções, se cansa de ver sua vida igual a de todos os outros, se cansa de ser de um rebanho sem pastor.
Você se cansa de não saber exatamente do que está cansado. Se cansa do “alguma coisa está errada” que paira sobre o ar desde uma época que você não se lembra.
Se cansa das avenidas, das ruas, das alamedas, das praças, do sol, dos postes, das placas de sinalização, das buzinas.
Você se cansa de amores incompletos, de amores platônicos, de falta de amor, de excesso disso e daquilo. Se cansa do “apesar de”.
Se cansa do rabo entre as pernas, da sensação de estar sendo prejudicado, se cansa do “a vida é assim mesmo”. Você se cansa de esperar, de rezar, de aguardar, de ter esperanças, cansa do frio na barriga, cansa da falta de sono.
Você se cansa da hipocrisia, da falsidade, da ameaça constante, se cansa da estupidez, da apatia, da angústia, da insatisfação, da injustiça, do frenezi, da busca impossível e infinita de algo que não sabe o que é. Se cansa da sensação de não poder parar.
E você não para, até que esteja morto.

[O incrível blog de PC Siqueira]

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