História.

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Olhando em retrospecto, talvez eu ter dito que queria mais “história” fosse uma forma de aludir ao fato de eu querer mais alguém para amar. Nós nunca dissemos essas coisas um ao outro; éramos tímidos demais. E eu ficava nervosa só de pensar que algum dia você pudesse imaginar que não era suficiente para mim. Na verdade, agora que nos separamos, eu gostaria de ter superado a minha própria timidez e ter-lhe dito mais vezes que me apaixonar por você foi a coisa mais espantosa que já me aconteceu na vida. Não só o me apaixonar, essa parte banal e finita, mas o estar apaixonada. Nos dias que passávamos separados, em cada um deles, eu o recriava na minha imaginação. Escutava você me chamando de algum canto, muitas vezes num tom irascível, grosseiro, exigente, mandando segui-lo porque eu era sua, como se eu fosse um cachorro. Mas eu era sua, não me ressentia com aquilo e queria que você exigisse.
Nunca, jamais deixe de lhe dar valor. Foi você que começou – feito alguém que nos dá de presente um único elefante esculpido em ébano e, de repente, a gente encasqueta que seria divertido começar uma coleção.

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