Erro

– Vocês eram amantes?
– O que importa agora?
– Mas eram? Acho que já pode me contar a verdade.
– Sim – disse ele entorpecido. – Nós éramos amantes.
Ela levantou-se e ele olhou para ela quando parou á sua frente. Seu rosto, contra a claridade da janela, estava envolto em sombras. Ele não via a expressão dela. Não sabia o que ela pensava. Mas a voz saiu calma como sempre.
– Então eu preciso lhe dizer: você cometeu um erro muito grave, meu lorde. Errou em relação à minha natureza, e aos insultos que vou tolerar; errou em relação a si mesmo e em como devia viver. Você deve de fato estar louco para me fazer uma confissão dessas, esperando que eu sinta compaixão. Logo a amim, a mais magoada; eu, que sei o que é amar sem ser amada. Eu, que sei o que é desperdiçar uma vida amando.
Então ela afastou as sais dele como se a indicar que jamais o deixaria tocar nem a bainha do eu vestido, e retirou-se do quarto que haviam partilhado.

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