Não.

– Não. Agradeço, mas não posso.
– Por que?
De que modo explicar-lhe? Há coisas que se quebram e conserta-se. Há coisas que, uma vez quebradas, não têm mais conserto. E há as que não têm conserto porque são perfeitas demais e é este seu defeito. A vontade de revê-lo gritava em minhas vísceras e, no entanto, a quem pertencia aquele grito? Não a mim. Era uma excrescência, um corpo estranho entranhado em meu corpo, uma engrenagem da qual eu e meus sentimentos não passávamos de peças. Não, não tinha como explicar-lhe.
– Porque não.

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