Archive for Filmes e Animes

A outra

Maria Bolena  é a irmã mais nova de Ana Bolena, prometida desde os cinco anos para se casar com o filho de um mercado, dias após o seu casamento, fica sabendo pelo tio, que trabalha na alta corte do rei, que rainha havia perdido mais um filho homem, sendo assim o rei não teria nenhum filho para substituí-lo no trono, dessa forma o tio aproveita a situação e faz com que o rei fique hospedado na casa da família Bolena, o pai interessado nos luxos e fortunas que conseguiria se uma das filhas fosse à preferida do rei e lhe gerasse um herdeiro legitimo, trama junto com o tio um plano que vai muito longe e foge do controle nas mãos de Ana e Maria Bolena.
Fatos históricos estão presentes em todos os momentos no filme, apesar de ser um filme longo, ele prende a sua atenção de tal forma, que em diversos momentos você se contorce na poltrona de tanta ansiedade ao ver como as coisas na corte aconteciam e até que ponto uma pessoa perde todos os seus valores em busca de dinheiro e luxos.

Fonte: Cranik

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Toki wo Kakeru Shoujo

“O tempo não espera por ninguém.”

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Toki wo Kakeru Shoujo (The Girl Who Leapt Through Time / A garota que pulou/saltou através do tempo) é um movie produzido pelo estúdio Madhouse (CCS, X, Death Note), dirigido por Mamoru Hosoda e com character design do Yoshiyuki “Veloz” Sadamoto (Evangelion) que estreou em 2006.

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Ele conta a história de Makoto, uma típica colegial tomboy que adora baseball e possui dois amigos inseparáveis, Chiaki e Kousuke. Após um estranho evento no laboratório de ciências da escola, ela acaba obtendo o poder de voltar no tempo. Na primeira vez, ela consegue se salvar da própria morte, e depois começa a usar seus poderes para fins mais questionáveis como tirar 10 nas provas e tentar juntar casais. Só que,
logicamente, as coisas não são tão simples pois, conforme a garota vai percebendo aos poucos, cada ação aparentemente inocente pode cobrar um preço grave em outra pessoa. Além disto, saber de antemão o que irá acontecer no futuro acaba com as surpresas da vida e a naturalidade dos relacionamentos, o que talvez possa ser um preço muito grande a ser pago. O que parecia uma simples brincadeira acabando ficando muito, muito sério.

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O movie é baseado num livro de mesmo nome escrito em 65/66 (!) por Yasutaka Tsutsui, mas não é uma adaptação direta – ele se passa após a história original, mas não precisa conhecer ela para entender. O movie ganhou vários prêmios em festivais, apesar de ter tido uma exibição bem modesta.

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Há toda uma trama envolvendo viagens no tempo e tudo o mais, porém tudo isto seria secundário se o relacionamento entre os amigos não fosse tão marcante e, claro, se cada um deles não fosse interessante individualmente. Apesar de se tratar de uma obra com adolescentes enfrentando o difícil processo de amadurecimento e tudo o mais, os personagens passam longe dos estereótipos tão comuns em outras obras do gênero. Obviamente, Makoto é o centro das atenções, uma garota ao mesmo tempo atraente e estabanada, que joga beisebol com seus amigos de igual para igual e busca enfrentar a vida de forma alegre e altiva, mas sem exageros. E posso lhes garantir uma coisa: vocês nunca viram ninguém entrar em cena após uma viagem no tempo da forma como Makoto faz… e é quase impossível não chorar de rir a cada vez que isto acontece.O final é interessante porque várias vezes o filme parece acabar para acontecer algo que muda totalmente o rumo da história. O final não decepciona, e arranca lágrimas dos mais desprevenidos.

Observação: o vídeo contém MUITOS spoilers, mas isso faz com que você tenha mais vontade de  ver o filme.

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A Ilha – Prisão sem Grades

“A Ilha – Prisão sem Grades” conta a história de jovens rebeldes que são enviados a um acampamento de reabilitação em uma ilha remota em Fiji. Para os pais desses jovens, eles estão em uma respeitosa e artística instituição de luxo perto da natureza. Mas na verdade trata-se de um lugar onde os jovens são tratados com disciplina militar e castigos físicos e morais para então devolver o “ex-rebelde” á sociedade. Esses jovens terão de enfrentar o diretor militarista e sua utópica visão de ordem se quiserem escapar.

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Joshua, O Filho do Mal

Joshua é um personagem cliché. Ele é quieto, inexpressivo e reúne características de um psicopata em formação: extremamente inteligente, carece de empatia e é hábil em mentir/manipular. Quando fala, na maioria das vezes é para fazer uma pergunta ou observação constrangedora. O protótipo se desgastou no cinema, mas, no caso em questão, perturba porque é inquietantemente inexplicável: o menino não é o filho da Besta nem a personificação de um espírito ruim. Ele apenas é assim.

E o pior: no final das contas, Joshua acaba sendo muito mais inofensivo do que por exemplo o cruel personagem de Macauley Culkin em “O Anjo Malvado”, que matou um cachorro com um prego, afogou o irmãozinho na banheira, tentou afogar a irmã num lago congelado e atirou a mãe de um precipício. É claro que o Joshua desse filme é muito mais verossímil do que qualquer outro, já que vai tendo seu comportamente piorado a cada novo dia. Como todo sociopata, ele começa com um mórbido desejo em matar animais, e hamsters na escola e o cachorro da família.

Bradley e Abby Cairn acabam de ter seu segundo filho, a pequena Lily. Joshua, o filho de nove anos do casal parece aceitar muito bem a chegada da nova integrante da família. Estranhamente bem para uma criança que acaba de ganhar uma nova irmãzinha. Mas o comportamento de Joshua não é dos mais comuns, mas nisso nada tem a ver a chegada da irmã. Mas esse comportamento peculiar também não é despropositado. Ele é fruto de uma depressão pós-parto de Abby, fato que se estendeu até o presente momento, algo que pode ser observado pelo comportamento da mãe em relação a Joshua. Temendo ter uma nova depressão após o nascimento de Lily, Abby passa a se preocupar com os mínimos detalhes a fim de prever que isso aconteça novamente, mas tudo parece estar acontecendo para fazê-la perder a cabeça. E Joshua vai se mostrando muito mais obscuro e muito mais esperto do que qualquer poderia imaginar, à medida que acontecimentos estranhos passam a acontecer na casa dos Cairn.

“Esse filme é um controle de natalidade fundamental”, aponta o crítico Brandon Fibbs. “Se você planeja ter filhos um dia, não o veja. Se já tem, você nunca vai olhar para eles da mesma forma de novo.”

“Joshua – O Filho do Mal” é muito mais sutil do que qualquer marketing o vende. O seu lento desenrolar pode deixar o espectador mais impaciente afobado, mas é tudo em prol de um desenvolvimento tridimensional dos personagens.

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O Menino do Pijama Listrado

Bruno tem nove anos e não sabe nada sobre o Holocausto e a Solução Final contra os judeus.Também não faz idéia de que seu país está em guerra com boa parte da Europa, e muito menos de que sua família está envolvida no conflito. Na verdade, Bruno sabe apenas que foi obrigado a abandonar a espaçosa casa em que vivia em Berlim e mudar-se para uma região desolada, onde ele não tem ninguém para brincar nem nada para fazer. Da janela do quarto, Bruno pode ver uma cerca, e, para além dela, centenas de pessoas de pijama, que sempre o deixam com um frio na barriga.

Em uma de suas andanças Bruno conhece Shmuel,um garoto do outro lado da cerca que curiosamente nasceu no mesmo dia que ele. Conforme a amizade dos dois se intensifica, Bruno vai aos poucos tentando elucidar o mistério que ronda as atividades de seu pai. O menino do pijama listrado é uma fábula sobre amizade em tempos de guerra, e sobre o que acontece quando a inocência é colocada diante de um monstro terrível e inimaginável.

Você pode ver o review sobre o livro em que esse filme foi baseado aqui.

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As Cinzas de Angela [Angela’s Ashes]

Tudo começa quando uma família irlandesa sai de Nova York e volta pela Irlanda, no momento, assolada pela fome. Após a repentina morte da filha de apenas sete semanas, Ângela (Emily Watson) e seu marido desempregado e alcoólatra, Malachy (Robert Carlyle), partem do porto com seus quatro filhos, Frank, Malachy Jr. e os gêmeos Eugene e Oliver.

Quando chegam ao país, recebem uma acolhida fria. A avó de Ângela empresta-lhes dinheiro para irem morar num pequeno lugar na Windmill Street e qualquer esperança que ainda tinham da sorte favorecer-lhes desaparece quando o pai não consegue achar emprego e Oliver morre de subnutrição e friagem. Em poucos meses, morre também Eugene e o pai sente-se ainda mais fracassado, “bebendo” até o dinheiro do seguro-desemprego.

Ângela, então, parte em busca de ajuda humilhando-se em uma situação semelhante à de esmola, para proteger e cuidar de sua família. Uma mudança para outro local cria novas esperanças na família mas, como sempre, os McCourt se desapontam. O banheiro para todos os moradores da rua fica em frente à porta de entrada de sua casa, e o primeiro andar é tão úmido que passam a viver no andar de cima.

Em Roden Lane Ângela dá à luz a Michael. Frank (vivido por três atores em diferentes fases: Joe Breen, Ciaran Owens e Michael Legge) e Malachy vão para a National School de Leamy, onde os outros meninos debocham deles.

Sempre enfrentando dificuldades como fome, frio e todo tipo de desapontamentos, a família cresce em tristeza e miséria. O pai afoga-se cada vez mais na bebida e Ângela, tem cada vez mais filhos.

Dentro deste contexto sufocante e perturbador ainda surgem pérolas de esperança, como a lembrança de Frank de cenas felizes, além das boas deixas reveladas pelo sarcasmo inglês.

Logo, nas noites trágicas, geladas, visitadas pelo espectro da fome e arquejantes, sacudidas pela violência da tuberculose, Frank conhece, na intimidade, a impiedade da miséria.Tentando negar esta tristeza e melancolia, a única opção de Frank é partir, deixando para trás suas verdadeiras e amargas origens.

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O fracasso total de Dragonball Evolution

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Finalmente o público deu seu veredicto ao não assistir no cinema o “Dragonball Evolution”, um filme baseado no popular mangá japonês criado por Akira Toriyama. Na primeira semana de projeção nos Estados Unidos só arrecadou 4 milhões de dólares, nada, se levarmos em conta que teve um custo de 50 milhões.

Como ‘fã’ da série criada por Akira Toriyama, digo não há como gostar do longa-metragem. Desde o título – que mudou de Dragon Ball para Dragonball – este filme deve ser encarado como um projeto levemente inspirado nos mangás.

Como disse o próprio Toriyama: “Talvez a melhor maneira para que eu e todos os fãs possamos apreciar [o filme] é pensar nele como um Dragon Ball de uma dimensão diferente.”

A maioria dos fãs do desenho original se decepcionou com todas as mudanças feitas na história, além da falta de veracidade das lutas e até mesmo mudança de personalidade dos personagens.

Internacionalmente conseguiu arrecadar 25 milhões de dólares que somados aos 4 milhões dos EUA, chega aos 29 milhões e fica bem longe do investimento realizado pela FOX. Por esta razão os críticos já afirmam que este é um dos maiores e rotundos fracassos cinematográficos dos últimos tempos.

A ira, e o desencanto do fiel público do mangá foi sentido pela FOX que talvez desista da ideia de realizar uma trilogia ou que pelo menos repense em fazer algo mais fiel ao manga original, mudando todos os atores e inclusive o diretor.
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As várias mudanças meio que bagunçaram a história, que convenhamos, já não poderia ser grande coisa no cinema. O fato do Goku estar na escola não é tão bizarro, acho até que os produtores quiseram juntar um pouco a personalidade do Goku com a do Gohan, seu filho, que em certa parte da Saga Z, freqüentou o colégio e teve um relacionamento com a Videl, que lembra muito o do Goku com a Chi Chi no filme.

A história é basicamente a busca pelas Esferas do Dragão, para impedir que Lord Piccolo se vingue da humanidade por passar os últimos 2000 anos preso.

Uma coisa que é bem perceptível durante o filme, é que ele foi produzido para crianças. Não espere ver neguinho tomando soco na coluna e gorfando sangue. É tudo bem light, o que pode desagradar muita gente que esperava uma destruição absurda.

Quando conhecemos Goku (Justin Chatwin) ele é um adolescente prestes a completar 18 anos, vítima dos valentões do colégio e com hormônios à flor da pele, babando por um segundo de atenção da bela Chi Chi (Jamie Chung).

No dia do seu aniversário, ele ganha a esfera do seu avô, que promete lhe contar no jantar a história do seu passado e o significado do tal globo que tem quatro estrelinhas. Os feromônios, porém, falam mais alto e à noite ele escapa para ir a uma festa se encontrar com a garota dos seus sonhos, que além de linda conta para ele que também treina lutas e vai participar de um campeonato. Enquanto isso, seu avô enfrenta Mai (Eriko Tamura) e seu mestre, Piccolo (James Marsters), que estão atrás das esferas para concretizar o plano de vingança depois de passar anos aprisionados.
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Ao chegar em casa e ver toda aquela destruição, Goku ainda tem tempo de protagonizar a já gasta cena do último suspiro, em que seu avô diz antes de morrer o que aconteceu por ali e soltar aquela frase profética (“Sempre tenha fé em quem você é”) sobre o que vai acontecer com o futuro do garoto. É nesse momento que ele conhece Bulma (Emmy Rossum), que também está atrás das esferas. Tão inteligente quanto linda, ela inventou uma máquina que consegue captar a energia emitida pelas tais globos estrelados. Antes de começar a jornada atrás das sete esferas, eles têm de passar na casa do Mestre Kame (Chow Yun-Fat), que vai ajudar Goku a desenvolver seus poderes.

Como você pode ver, é uma sinopse até empolgante, apesar de bem genérica e que, com pequenas mudanças, poderia se encaixar em vários outros filmes. Mas se você quer saber como as pessoas por trás do projeto encaram o longa, veja a sinopse oficial, presente na novelização do roteiro: “Goku pensava ser um estudante normal de colegial, até que descobriu possuir dons de artes marciais com todos os tipos de poderes malucos. Agora ele e seu novo grupo de jovens guerreiros estão numa jornada para achar as esferas antes que ela caiam em mãos erradas. Mas elas talvez já estejam! Goku deve combater o malvado e lunático Piccolo com todo seu poder para salvar o planeta Terra.” Sim: Goku e seus amigos metidos em muuuuitas confusões!

E para combinar com essa sinopse “Sessão da Tarde”, os efeitos especiais também têm cara de baratos, daqueles que se vê em séries de TV sem orçamento – algo que faz diferença na tela grande. As atuações acompanham o nível técnico. Justin Chatwin tem cara de perdido. Jamie Chung e Bulma são as empolgadas. James Marsters e Joon Park (Yamcha) são os careteiros, Eriko Mai a muda e Chow Yun-Fat até tenta enganar, mas está ali só para pegar o cheque.
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Condense esses problemas em apenas 89 minutos e você tem em mãos um filme frenético, que não dá espaço para o desenvolvimento correto dos personagens, nem da história. Pode ser um sucesso de bilheteria? Pode. Afinal, são milhões de fãs espalhados ao redor do mundo, que já consumiram mais de 150 milhões de exemplares dos mangás. Porém, o filme não foi feito para eles (nós), mas sim para crianças que não conhecem nada da mitologia da série.

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