Eu diferencio muito bem as pessoas.
Escolho meus amigos pela boa aparência, meus conhecidos, pelo caráter e meus inimigos, pela inteligência.
Não ando com nenhum imbecil.
Todos são homens de alguma força intelectual e, consequentemente, todos gostam de mim. Isso me faz vão?
Eu acho que é pura vaidade.

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insociabilidade

É quase inevitável que indivíduos independentes tornem-se insociáveis. Não precisam da sociedade e são muito gratos por isso. Todos os dias percebem como têm sorte por viverem sozinhos, e não em companhia de indivíduos vulgares, de caráter perverso e inteligência obtusa. Quando os demais não vêem em nós qualquer utilidade, quando não conseguem encontrar um modo de nos explorar em seu benefício, nos chamam de insociáveis como se isso fosse um insulto. Na verdade, é o maior elogio que poderíamos esperar receber; ser inútil a indivíduos baixos, vulgares e ignorantes é algo que nos honra profundamente; é quase uma prova de que estamos no caminho certo.

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Os dias estão passando muito rápido.

 

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Meu.

E quero alguém. Alguém que me dê carinho, que me abrace a qualquer momento, que me dê beijinhos fofos na testa e na mão. Uma pessoa que se importe de verdade, que não apenas fique me olhando com cara de preocupado e sim que me faça cócegas só pra me ver sorrir e me fazer esquecer o que estava me deixando triste. Quero levantar de madrugada com o toque do celular e ler uma mensagem de ‘com eu queria que você estivesse aqui’ ou ‘acabei se sonhar com você’. Eu quero alguém para acordar ao meu lado e passar horas conversando até que um dos dois resolva dormir mais um pouquinho. Pode parecer que estou pedindo muito, mas já encontrei alguém assim, só que nunca vou chamá-lo de meu…

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Qualidades

Aquele que finge esquece-se do mais importante, de que o essencial em possuir uma qualidade consiste em desfrutar do benefício de tê-la sempre à disposição como algo que conta em seu favor. Qualidades só constituem fardos àqueles que precisam fingir possuí-las. Quando sabemos possuir uma qualidade, nunca nos ocorre demonstrá-la gratuitamente, e estamos perfeitamente tranquilos quanto a isso. Um juízo contrário não a tirará de nossas mãos nem interferirá em nossas chances de sucesso, não mudará o que pensamos a nosso respeito. Visto que independe de opiniões alheias, geralmente não fazemos sequer questão de saber o que se pensa sobre ela. Então, como não faz sentido defendermos nossas qualidades, é exatamente isso que incrimina os que tentam esconder suas fraquezas com exageros na direção oposta. As qualidades que um indivíduo demonstra desnecessariamente testemunham contra ele próprio, de modo que encontraríamos em seu interior justamente o contrário daquilo que aparenta ser: seu constante esforço em provar seu valor indica que não possui nenhum. Por isso toda ostentação pode ser vista como uma confissão de incompetência. Os que se esforçam em parecer sábios, são tolos; os que lutam para ser humildes, são orgulhosos; os que vivem para demonstrar bravura, são covardes, e assim por diante. Basta acrescentarmos um sinal negativo a todos os valores que ostentam para chegarmos àquilo que realmente são.

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Inquietos.

Minha inquietação com a inquietação dele à mesa e as inquietas especulações a que essa dupla de inquietações deu margem dentro de minha mente inquieta.

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Não.

– Não. Agradeço, mas não posso.
– Por que?
De que modo explicar-lhe? Há coisas que se quebram e conserta-se. Há coisas que, uma vez quebradas, não têm mais conserto. E há as que não têm conserto porque são perfeitas demais e é este seu defeito. A vontade de revê-lo gritava em minhas vísceras e, no entanto, a quem pertencia aquele grito? Não a mim. Era uma excrescência, um corpo estranho entranhado em meu corpo, uma engrenagem da qual eu e meus sentimentos não passávamos de peças. Não, não tinha como explicar-lhe.
– Porque não.

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